Memórias de família

O capelete das celebrações de família

Páscoa, Natal, Ano Novo e aniversários: as datas em que a família acordava cedo para fazer capelete, um a um.

· 3 min de leitura

Capelete artesanal fechado à mão, pronto para ser embalado

Na casa de Dona Paschoa, o capelete não era comida de dia comum. Ele marcava as datas em que a família inteira se reunia.

As datas

Páscoa, Natal, Ano Novo e aniversários. Eram esses os momentos em que o capelete aparecia na mesa.

Como o preparo era longo, ele começava bem antes do almoço ou da ceia.

A casa acordava cedo

Nesses dias, a cozinha começava a funcionar de manhã cedo. A massa era aberta, cortada e recheada aos poucos, e cada capelete era fechado à mão.

Era um trabalho coletivo: cada pessoa ficava com uma parte da tarefa, e a conversa acompanhava o preparo.

O modo de fazer passou adiante

Não havia manual. O que se transmitia era o gesto: o jeito de abrir a massa, a quantidade de recheio, o ponto de fechar.

Foi assim que Beth e os irmãos aprenderam — e é assim que o capelete continua sendo feito na Casa Paschoa.

Hoje, o capelete é uma das receitas que a Casa Paschoa começa a levar para outras mesas.

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