Nossa História
Uma receita pode atravessar quase um século
Antes de existir a Casa Paschoa, já existiam os pães dos sábados, o capelete das festas e uma mãe determinada a ensinar aos filhos aquilo que havia aprendido em família.

Quem é
Dona Paschoa Moysés
Paschoa Moysés, ou Pascoina, como é chamada pelos mais íntimos, é mãe de sete filhos — cinco mulheres e dois homens. Mulher de fé, determinada e habilidosa com trabalhos manuais, sempre incentivou os filhos a estudar, mesmo sem ter tido a mesma oportunidade.
Sua história familiar está ligada à imigração italiana e ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo. Essa herança não ficou apenas nas lembranças. Ela também permaneceu na cozinha e nas receitas que Dona Paschoa fez questão de ensinar aos filhos.
Desde menina, ajudava a família no preparo dos alimentos e aprendeu as receitas com a tia e com os costumes mantidos dentro de casa.
Os sete filhos
O que ficou na lembrança de cada um
Trechos escritos pelos filhos de Dona Paschoa sobre o capelete e o modo de fazer da mãe.
As lembranças que me trazem sobre o capeletti são os dias de Natal e a Páscoa, o cardápio era sempre o capeletti que mamãe fazia. Uma delícia!!!
Aprendi com minha mãe a colocar um pouquinho de vinho no caldo do capeletti. Memória afetiva que fica para sempre.
— Não sei se ficou bom não hein!!! Esta é a frase que ela sempre diz quando termina. Sempre uma delícia.
Minha lembrança mais forte era o tic tac da aliança dela no vai e vem do pau de macarrão que ainda é o mesmo.
Acordo às quatro horas pra dar tempo de fazer o capelete.
Ela sempre fez questão de ensinar, para dar continuidade e não deixar que essa cultura se perdesse.
Cada receita de capelete feito por ela a faz pensar no passado que ela não quer que se apague.
Memórias de casa
Aos sábados, havia pão para o café da tarde
Para Beth, uma das lembranças mais constantes da infância está nos sábados. Dona Paschoa preparava o pão caseiro para o café da tarde, e o alimento fazia parte da rotina da família muito antes de se pensar em vendê-lo.
Décadas depois, o pão foi justamente o primeiro produto que Beth começou a comercializar. A receita que fazia parte da casa passou a chegar à mesa de outras famílias.


Tradição de família
O capelete era reservado para os dias especiais
Páscoa, Natal, Ano Novo e aniversários tinham um ritual próprio. Nos dias de capelete, Dona Paschoa acordava os filhos cedo — muitas vezes ainda no escuro — porque toda a preparação precisava estar pronta para o almoço.
A massa era preparada, aberta e os capeletes eram montados em família. Mais do que uma receita, aquele trabalho compartilhado era também a forma de transmitir o modo de fazer para a geração seguinte.
Hoje, o capelete artesanal é um dos primeiros produtos da Casa Paschoa e carrega justamente essa história de celebração familiar.
A sexta filha
Beth decidiu continuar a história
Maria Elizabeth Moysés Freire, a Beth, é a sexta dos sete filhos de Dona Paschoa. Cresceu acompanhando a mãe na cozinha e aprendeu com ela não apenas as receitas, mas também o cuidado com cada etapa do preparo.
A ideia de ter o próprio negócio já existia havia algum tempo. Além de criar uma nova fonte de renda, Beth viu no projeto uma oportunidade de transformar em trabalho algo que faz parte da própria história.
A produção começou de forma simples, na cozinha de casa, em Gaivotas, Vila Velha. O pão foi o primeiro produto vendido. Depois vieram as encomendas de capelete e o desenvolvimento de novos itens para o cardápio.
A Casa Paschoa nasce assim: pequena, artesanal e com a intenção de crescer sem perder a forma de fazer aprendida dentro da família.

Por que Casa Paschoa?
O nome foi escolhido para que a origem da marca estivesse sempre presente. A Casa Paschoa é uma homenagem a Dona Paschoa Moysés e à tradição culinária que ela preservou e transmitiu aos filhos.
“Casa” representa o lugar onde essas receitas sempre existiram: a cozinha da família, os cafés da tarde, as comemorações e a mesa compartilhada.
Paschoa representa quem ajudou a manter essa história viva.
Casa Paschoa — Massas, pães e memórias.
Linha do tempo
Uma tradição passada de geração em geração
Ainda menina
Dona Paschoa ajuda a família no preparo dos alimentos e aprende receitas com a tia.
Ao construir sua própria família
Passa a preparar pães e massas para os sete filhos e mantém os costumes herdados da família italiana.
Aos sábados
O pão caseiro passa a fazer parte do café da tarde da família.
Nas celebrações
O capelete é preparado em conjunto nos aniversários, no Natal, na Páscoa e no Ano Novo.
A geração seguinte
Beth aprende com a mãe e mantém as receitas e o modo artesanal de preparo.
Casa Paschoa
Beth começa a comercializar os produtos e transforma a tradição familiar em um pequeno negócio artesanal em Vila Velha.
O que a Casa Paschoa quer preservar
O modo de fazer
A produção acontece em pequena escala, na cozinha da família, com preparo artesanal sempre que possível.
As receitas
Manter vivas as receitas transmitidas dentro da família.
A memória
Fazer com que a história de Dona Paschoa continue presente nas próximas gerações.

A história continua na mesa
O que durante décadas foi preparado apenas para a família começa agora a chegar a outras casas. Cada pão e cada massa da Casa Paschoa nasce dessa mesma história.